quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Minha canção agora - Canta Rio Sul
Depois de ficarmos em primeiro lugar na FEMUVRE, eu e Bianco fizemos inscrição pro Canta Rio Sul. Claaaaro que a gente esperava ficar entre os finalistas,não vou passar recibo de falsa modéstia. O que tem demais esperar uma outra vitória?, mas isso não aconteceu. Também não parei meu mundo pra esbravejar contra alguma coisa. Bianco me fez uma proposta desde o começo, assim que a música ficou pronta: vamos nos divertir!. E eu aceitei.
Mas não é mágoa de caboclo é só constatação de que:
Pagamos 30,00 para a inscrição do festival e gostaríamos de fazer jus a ela porque:
- O local - SESI - não tinha acústica.
- As flautistas e o pianista seguraram uma onda, que só os amantes do profissionalismo sabem ter, pois teve um momento em que não ouviam seus instrumentos.Imagine o amadorismo do som.
O violão, de meu amigo Sérgio Bentes, estava alto demais.
E o groove??? Cadê???? Nem sinal.
Falo isso porque a platéia tinha o direito de ouvir melhor. Os jurados - com exceções dúbias musicalmente falando - tb não ouviram direito.
A moça apresentadora falou só meu nome na hora. Fui falar com o Bianco que ela disse errado pois quando fiz a inscrição coloquei o que é verdade. A música tem pai e mãe.
Ele, que saudavelmente não guarda nada pra depois, me disse que era pra não me preocupar com isso, pois se chegamos onde chegamos juntos nesta parceria era porque existia a verdade e que viu a ficha completa.
Mas mesmo assim foi bacana,nossa galera tava reunida de novo, saímos de lá e fomos pro bar batucar nosso recém composto sambinha. E a vida continua com mais canções nascendo.Isso já é um troféu! Garanto.
Escute a música. Ela é linda.
Salve o começo de todos os Sins!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Acabei!!!!
Finalmente depois de ver pela segunda vez o filme O Nevoeiro, pude entender o que se passa e fazer a tão adiada resenha cobrada pela quarta vez pelo meu professor.
Por que assisti mais de uma vez? Pra me colocar lá dentro da tão intrigante ficção.
Pra tentar sentir-me integrada e parecida com algum personagem. E não é que consegui?
Em momentos exteriores de medo, dúvida e ameaça do desconhecido, bacana seria dizer: ENCARE O DESAFIO!
Certo? Nem sempre. Pois como você vai estar preparado para isso se não se conhece primeiro? (o mais perigoso dos desafios é este).
A gente tem tanta teoria escrita que fica dificil saber qual delas por em prática exatamente na hora certa.
Não vou escrever aqui a resenha, não vou discorrer muito sobre o filme e nem fazer resumo da história, isso é para os críticos especializados em cinema.
Mas deixo algumas dicas para quem quiser assistir o filme ou pra quem já assistiu.
1) Repare na cena em que a fanática religiosa não é atacada pelos insetos.Observe-a antes e depois.

2) Repare na insanidade de cada um a partir do momento em que o habitual conforto de ser um cidadão comum, desaparece.

3)Repare na coragem artificial. Até que ponto se justifica o heroismo?

Se vc não se viu em algum destes personagens, com certeza conhece alguém que agiria diferente diante das privações insólitas que de repente aparecem sem saber de onde. Eu sou uma.
Bjks! :+)
Por que assisti mais de uma vez? Pra me colocar lá dentro da tão intrigante ficção.
Pra tentar sentir-me integrada e parecida com algum personagem. E não é que consegui?
Em momentos exteriores de medo, dúvida e ameaça do desconhecido, bacana seria dizer: ENCARE O DESAFIO!
Certo? Nem sempre. Pois como você vai estar preparado para isso se não se conhece primeiro? (o mais perigoso dos desafios é este).
A gente tem tanta teoria escrita que fica dificil saber qual delas por em prática exatamente na hora certa.
Não vou escrever aqui a resenha, não vou discorrer muito sobre o filme e nem fazer resumo da história, isso é para os críticos especializados em cinema.
Mas deixo algumas dicas para quem quiser assistir o filme ou pra quem já assistiu.
1) Repare na cena em que a fanática religiosa não é atacada pelos insetos.Observe-a antes e depois.

2) Repare na insanidade de cada um a partir do momento em que o habitual conforto de ser um cidadão comum, desaparece.

3)Repare na coragem artificial. Até que ponto se justifica o heroismo?

Se vc não se viu em algum destes personagens, com certeza conhece alguém que agiria diferente diante das privações insólitas que de repente aparecem sem saber de onde. Eu sou uma.
Bjks! :+)
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Parece uma redação..rsrs

Acordei hj no quarto de hóspedes do meu parceiro de viola e sonata, Bianco Marques.
Ele mora na Chácara do Sol, Hilda Hilst morava na Casa do Sol.
Nós três juntos, temos alguma semelhança.
Amanheci lá na casa do meu amigo pra fugir da tristeza que este feriado
assombra. E deu certo. Costumo lembrar dos meus parentes e amigos ausentes aqui embaixo sem data marcada e sem chorar, apenas uma saudade apertada no coração; mas hoje sabia que era dia das pessoas fazerem visitas a cemitérios, levar flores, rezar missas, etc.
Ontem ao chegar lá, a noite só me fez ouvir barulhos de grilos, sapos, corujas, naturezas falantes.
A madrugada chegou me dizendo que em breve amanheceria e que eu podia dormir
sem os comprimidinhos. Mas foi com eles aqui dentro que coloquei minha cabeça no travesseiro e esperei a taquicardiazinha passar até relaxar e pensar neste poema que Hilda escrevera em seu refúgio nada solitário:
O Caminho de dentro
É um grande espaço-tempo.
Mensageiro das ilhas,
Teus pés de pássaros, a mim é que procuram se caminhas.
Áspero é o teu dia. E o meu também.
Inauguro ares e ilhas
Para que o teu corpo se conheça
Sobre mim, mas é áspera
Minha boca móvel de poesia,
Áspera minha noite.
Logo cedinho, com a insônia derrotada, o silêncio matinal invadia a imensa casa.
Fiquei esperando um sinal vindo do primeiro andar para que eu pudesse acordar em definitivo.
Tão logo comecei a descer as escadas, já pude ouvir o Bianco cantando na cozinha enquanto preparava o café da manhã.
Pude despertar com a voz que nos premiou este ano.
Pude acreditar na felicidade que faz com que no meu condomínio, to falando do coração, more mais amigos, sempre. Alguns cumprem contrato e depois se mudam. Outros residem há tantos anos que o contrato acaba sendo renovado automaticamente.
Tem as ordens de despejo, mas isso é outra história.
Tenho um enorme amor pelos meus amigos e por pessoas que sabem ser amigas.
Deve ser por isso que movimentação é grande. Ultimamente não é um entra e sai.
É só entra...entra....assim, meu coração as vezes fica maior que a chácara do meu amigo e a casa da minha poeta. Mas temos o Sol em comum acordo com nossa estrada.
Pensa bem como isso é divino!!
Aquele abraço!
domingo, 1 de novembro de 2009
Tô com ele ligado...

é mesmo zeca,
"hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado"
olha que eu não costumo mandar flores
mas sei apreciar o jardim de cada um
o que ele planta
o que colhe
e principalmente o que semeia.
Oh meu semelhante, filho de Deus, meu IRMÃO!
Não piso na grama alheia
por isso que não gosto que pisem no meu calo
porque eu quando sinto dor provocada
tomo chá de erva daninha pra sarar
sei o quanto é medíocre ser dolorida,
ser mal curada
ser a pior representação da espécie "gente"
quero e logo procuro a solução.
Desse mal eu não morro
esse mal eu mato.
O alívio é imediato.
Se minha casa tá iluminada
é porque numa atitude muito bem pensada
liguei o botão do foda-se!
Bom domingo pra vc que tá no Aracajú ou no Alabama!:=)
Faça amor, não faça hamburguer!
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Das recomendações do amor
Uns dizem que tenho facilidade em escrever.
Outros me perguntam sempre onde eu estava quando fui instrumento
gerador da poesia que acabaram de ler e sentir.
Eu, leitora ávida que sou de tudo que se resume em boas palavras
admito que não tenho facilidade em escrever
e não vou a lugar nenhum na hora da concepção poética.
O poema é que me encontra facilmente dando bandeira por ai.
Ele é o locador das minhas novas oportunidades.
Todos os lugares possíveis de serem vividos, penetram em mim.
Sou cavalo do Verso que é minha entidade.
Estou a serviço da alma inventada em forma de canção,
mucama feliz com identidade
tecendo o manto com linha fina
que veste a minha nossa senhora da Inspiração.
Sofro com os olhares mal resolvidos
alegro-me com os amores bem recebidos
sou cria da esfera das possibilidades
todos os dias mato um pouco
aquilo que me faz pensar na vaidade
de que tudo o que tenho é do “meu”
O amor recomenda ser intenso, sem ser embaraço
e estando a seu dispor
o que se escreve nas linhas que traço
é também teu, é dela,
é nosso.
É no coletivo que cresço
por isso digo em princípio
em origem de tudo que se faz em nome dele,
todas as chances que mereço
vem dos “outros”
vem dos indiretos carinhos,
vem dos atalhos que fazem com que
cada verso, lá no fim da estrada
não chegue sozinho.
EC
Outros me perguntam sempre onde eu estava quando fui instrumento
gerador da poesia que acabaram de ler e sentir.
Eu, leitora ávida que sou de tudo que se resume em boas palavras
admito que não tenho facilidade em escrever
e não vou a lugar nenhum na hora da concepção poética.
O poema é que me encontra facilmente dando bandeira por ai.
Ele é o locador das minhas novas oportunidades.
Todos os lugares possíveis de serem vividos, penetram em mim.
Sou cavalo do Verso que é minha entidade.
Estou a serviço da alma inventada em forma de canção,
mucama feliz com identidade
tecendo o manto com linha fina
que veste a minha nossa senhora da Inspiração.
Sofro com os olhares mal resolvidos
alegro-me com os amores bem recebidos
sou cria da esfera das possibilidades
todos os dias mato um pouco
aquilo que me faz pensar na vaidade
de que tudo o que tenho é do “meu”
O amor recomenda ser intenso, sem ser embaraço
e estando a seu dispor
o que se escreve nas linhas que traço
é também teu, é dela,
é nosso.
É no coletivo que cresço
por isso digo em princípio
em origem de tudo que se faz em nome dele,
todas as chances que mereço
vem dos “outros”
vem dos indiretos carinhos,
vem dos atalhos que fazem com que
cada verso, lá no fim da estrada
não chegue sozinho.
EC
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Quintessência
A beleza que o tempo me deu
sabe fazer comidinhas e outras frescurinhas
para enfeitar a casa com aromas frutais.
Sabe separar os dramas
dos esmeris pessoais.
Tive que correr muito chão para encontrá-la.
Tive que ouvir muito sermão
para não esquecê-la dentro da gaveta.
E foi bom.
Ela veio na hora certa
pronunciou dentro de mim
a frase mais correta
do enredo que cabe nos livros dos dias que vivo.
A beleza que o tempo me deu
É nascedoura das tênues dores
Fez-me semente
Quando o que eu mais queria
Era ser raiz
Fez-me substância
Quando o que eu mais queria
era ser âmago e riqueza
Fez-me livre
e sozinha de toda a lucidez mesquinha
de toda a insensatez mal educada.
A beleza que o tempo me deu
torna-me inédita a cada página virada.
sabe fazer comidinhas e outras frescurinhas
para enfeitar a casa com aromas frutais.
Sabe separar os dramas
dos esmeris pessoais.
Tive que correr muito chão para encontrá-la.
Tive que ouvir muito sermão
para não esquecê-la dentro da gaveta.
E foi bom.
Ela veio na hora certa
pronunciou dentro de mim
a frase mais correta
do enredo que cabe nos livros dos dias que vivo.
A beleza que o tempo me deu
É nascedoura das tênues dores
Fez-me semente
Quando o que eu mais queria
Era ser raiz
Fez-me substância
Quando o que eu mais queria
era ser âmago e riqueza
Fez-me livre
e sozinha de toda a lucidez mesquinha
de toda a insensatez mal educada.
A beleza que o tempo me deu
torna-me inédita a cada página virada.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Eles! quem são?
Já os viram por ai, andando pelas ruas
panfletando o imaginário ideal ou
arquitetando a próxima atração cujo tema
é a espinha dorsal para a sustentação apenas de suas vaidades?
Já ouviram falar de suas reputações esculpidas
no esforço confeitado da auto-promoção?
Eu acredito na verdade que cada um, precocemente ou não,
carrega dentro do baú dos seus objetivos.
Acredito na força que consagra o papel de um ser
enquanto coletivo.
Não, vocês jamais verão estes moços
figurando a imensa constelação das estrelas
que dão bobeira com seu próprio brilho (e cada um tem o seu e por que não?).
Eles não são os sonhadores da vez,
são aqueles que tem sonhos claros&reais
e um destes sonhos está retratado nesta imagem que aí em cima vos fala.
(Dia 29/09/09 - Apresentação de Cantos de Euclídes na UFRJ)
EC
sábado, 26 de setembro de 2009
A poesia que me fala
A poesia que me fala
não é aquela produzida
na elite dos apartamentos,
nas mãos engomadas dos iniciantes
que fabricam versos
por caprichos da filosofia da página vinte e um
no capítulo quatro da enciclopédia dos bancados estudantes.
A poesia que me fala
tem cheiro de capim molhado
do orvalho das manhãs,
tem a sabedoria da preta velha
agachada ao lado do fogão de lenha
soprando o borralho,
tem o tempero da comida simples
feita com sal, dois dentes de alho e muito amor inocente.
A poesia que me fala é igual a gente,
anda descalça
corre nas glebas da terra sulcada
toma banho de cachoeira em tarde ensolarada
veste saia de chita
nos cabelos são amarelos os laços de fita
e vai pra janela acenar para os viajantes
a poesia que me fala
não combina com gramática pedante.
A poesia que me fala
sobe na árvore pra colher o fruto,
come feijão com angu, torresmo e couve fininha
faz do toco de vela providencial
um venerável foco de luz
e sabendo-se filha ocidental
ajoelha-se aos pés da santa cruz.
A poesia que me fala
tem sanada as marcas da luta
não sabe ser osso de ofício quando me diz
que sou dela sua aprendiz,
assim eu sei que Deus me escuta.
EC
não é aquela produzida
na elite dos apartamentos,
nas mãos engomadas dos iniciantes
que fabricam versos
por caprichos da filosofia da página vinte e um
no capítulo quatro da enciclopédia dos bancados estudantes.
A poesia que me fala
tem cheiro de capim molhado
do orvalho das manhãs,
tem a sabedoria da preta velha
agachada ao lado do fogão de lenha
soprando o borralho,
tem o tempero da comida simples
feita com sal, dois dentes de alho e muito amor inocente.
A poesia que me fala é igual a gente,
anda descalça
corre nas glebas da terra sulcada
toma banho de cachoeira em tarde ensolarada
veste saia de chita
nos cabelos são amarelos os laços de fita
e vai pra janela acenar para os viajantes
a poesia que me fala
não combina com gramática pedante.
A poesia que me fala
sobe na árvore pra colher o fruto,
come feijão com angu, torresmo e couve fininha
faz do toco de vela providencial
um venerável foco de luz
e sabendo-se filha ocidental
ajoelha-se aos pés da santa cruz.
A poesia que me fala
tem sanada as marcas da luta
não sabe ser osso de ofício quando me diz
que sou dela sua aprendiz,
assim eu sei que Deus me escuta.
EC
TônicoPoema
a palavra presa no ventre
não era a mais doce manifestação de álibi
ao corpus habeas
o tempo parou um pouco
para deliberação total
dos ecos e respostas
não houve retorno
o tempo seguiu descontente
com a palavra agarrada nos dentes
guardada em cofres
devotada ao santo dos pobres
oferte a esmola
derreta o cansaço
liberte o verbo
do seu mais carrasco embaraço
poema é tônico quando o verso
quer sair mais sofre de engasgo
cabe na ponta do dedo,
no conta gotas do si mesmo
dentro do líquido que cabe na colher
poesia chama a voz da saúde
para o bem assina carta de alforria
só adoece quem quer.
EC
não era a mais doce manifestação de álibi
ao corpus habeas
o tempo parou um pouco
para deliberação total
dos ecos e respostas
não houve retorno
o tempo seguiu descontente
com a palavra agarrada nos dentes
guardada em cofres
devotada ao santo dos pobres
oferte a esmola
derreta o cansaço
liberte o verbo
do seu mais carrasco embaraço
poema é tônico quando o verso
quer sair mais sofre de engasgo
cabe na ponta do dedo,
no conta gotas do si mesmo
dentro do líquido que cabe na colher
poesia chama a voz da saúde
para o bem assina carta de alforria
só adoece quem quer.
EC
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